
Usando o Analista literário para melhorar seus capitulos
Estudo de caso e processo de reescrita
Durante o processo de escrita é normal que na primeira versão do capitulo a gente foque em escrever colocar no papel o que queremos transmitir a história que queremos contar. Também algo muito comum ficar inseguro. O que está legal o que não esta. O que pode melhorar. O analista literário foi feito para fazer esse papel. Onde conseguimos feedback valiosos, sugestões de melhorias e técnicas de escrita.
No meu caso o meu Prologo inicial tinha muitos acontecimentos condensados em poucas paginas. As dicas que recebi me ajudaram a repensar como fazer um prologo melhor.
O que o Analista Literário me indicou
Análise do Capítulo
Pontos Fortes
Contextualização Histórica: O autor consegue estabelecer um pano de fundo claro e envolvente que ajuda o leitor a entender a gravidade do conflito entre os reinos.
Desenvolvimento do Conflito: A tensão política e emocional entre os personagens é bem construída, gerando um forte envolvimento com a história.
Profundidade dos Personagens: A representação dos traumas e das motivações dos personagens, especialmente de Lyariel e Owen, confere uma dimensão emocional que ajuda a humanizar a narrativa.
Diálogos Realistas: As interações entre os personagens são críveis e contribuem para a caracterização e as relações de poder em jogo.
Pontos Fracos
Ritmo da Narração: O ritmo da história pode ser acelerado em alguns pontos, especialmente durante as transições entre os eventos. Considerar uma construção mais gradual pode beneficiar o envolvimento emocional do leitor.
Exposição Excessiva: Algumas partes podem se beneficiar de uma abordagem mais sutil, evitando a exposição excessiva da história passada, mantendo o envolvimento do leitor através de revelaçõe mais naturais.
Profundidade dos Personagens Secundários: Embora os protagonistas sejam bem desenvolvidos, alguns personagens coadjuvantes poderiam ter mais profundidade ou motivações delineadas.
Sugestões de Melhoria
Introduzir uma Cena de Abertura: A ideia de começar com Lyariel em um balanço sob uma árvore significativa é excelente! Uma figueira como símbolo de resistência pode criar uma bela metáfora para a luta de Auler. Use descrições sensoriais para ancorar o leitor na cena.
Construir Suspense: Considere adicionar pequenos cliffhangers ao longo do capítulo para aumentar a tensão e manter o leitor engajado. Por exemplo, insinuações sobre o plano de ataque dos humanos ou o estado emocional da princesa poderiam aumentar a expectativa.
Pacing e Construção de Tensão: Experimente desacelerar momentos-chave para permitir que as emoções se manifestem mais plenamente. Isso pode incluir mais interações entre Lyariel e sua mãe antes do ataque, expondo seus medos e esperanças.
Observações Técnicas
Aprofundar Motivações: Ao adicionar diálogos e monólogos internos, explore mais as motivações dos personagens, especialmente de Owen. Compreender seu dilema pode fazer com que a audiência se relacione mais com ele.
Uso de Imagens e Simbolismos: A árvore da figueira pode servir como uma poderosa metáfora para a resiliência de Auler e de Lyariel. Pense em como você pode entrelaçar essa imagem ao longo da narrativa para aumentar a força simbólica e emocional da história.
Prólogo
A guerra se prolongava há vinte anos, entre Ravenfall, um reino humano, e Auler, um reino élfico. O estopim desse conflito se deu quando Jane, a filha única do rei Henrique de Ravenfall, encontrou Guimel, um elfo, que era membro da família real élfica, sendo o quarto na sucessão. Eles se conheceram em uma cidade-estado universitária neutra, onde diversos reinos mandavam seus filhos e filhas nobres para estudar. Seu pai, Henrique, o rei de Ravenfall, não concordou com a união; ele já tinha planos para um casamento político de sua filha com um país humano vizinho que já tinha forte relacionamento. Entretanto, contrariando seu pai, ela parte para Auler para se casar. E, apesar de contrariado, o rei Henrique aceitou a decisão de sua filha. Entretanto, o que não contavam é que, em sua visita e preparativos de casamento, um grupo radical e purista, comandado pela rainha de Auler, Elisha, realiza um atentado, levando à morte da princesa Jane e sua dama de companhia. E, devido a isso, o rei Henrique exigiu a cabeça da rainha, o que foi, obviamente, rejeitado, levando a uma longa guerra, com agressões mútuas. No começo, Auler teve ajuda de Dorn, outro reinado élfico que a rainha nasceu. Eles conseguem não somente impedir o avanço do reino humano, mas também tomar terras, pois Ravenfall não conseguiu apoio de antigos aliados. Entretanto, com o tempo, a balança começa a se mover em vantagem a Ravenfall, com Dorn abandonando a aliança após longos anos de guerra e sofrer muitas baixas. No fronte de batalha há vários anos, Owen é um jovem general, um dos quatro comandantes do reino de Auler. Ele está anos fora de casa; na verdade, nunca chegou a ter casa, ele vivia em um orfanato, quando ainda criança foi convocado. E, apesar de toda a improbabilidade, ele conseguiu sobreviver e teve sua promoção a general quando teve uma importante vitória, que levou à morte de Vael, o príncipe herdeiro. A notícia da morte de Vael caiu como uma bomba no reino de Auler.
— Olha o que seus atos levaram, perdi meu filho. — grita o rei elfo Theron, se lamentando.
— Malditos humanos, eu amaldiçoo, perdi meu bebê. — chora Elisha, rainha élfica. — É tudo culpa deles. Maldito rei Henrique.
— Tudo isso teria sido evitado se você não tivesse ordenado o assassinato da princesa Jane. Eu deveria dar a sua cabeça a ele, já que sua família de Dorn se acovardou.
— Você que é fraco. — retruca a rainha, o que leva à fúria do rei, que é contida por sua filha Lyariel.
— Calma, eu perdi meu irmão, temos que nos manter unidos. — chora ela, se colocando na frente de seu pai.
— Calma, minha filha. — o rei a abraça.
— Tenho um plano, vou conseguir o apoio de Dorn.
— Como você pretende conseguir o apoio deles? — questiona o rei, incrédulo que terá apoio.
— Casando nossa filha com o terceiro príncipe.
— Claro que os interesseiros de Dorn vão aceitar, vão ganhar o nosso reino de graça quando eu falecer. — protesta ele. — Talvez seja até os planos deles. Nunca deveria ter me casado com você. Isso não teria nunca acontecido se não tivesse me casado com você.
— Você me ofende. Insulta meu povo. Mas se é contra, tudo bem. Deixe seu reino cair nas mãos de humanos. Ele olha para sua filha e fala: — Querida, sinto muito, você nasceu quando essa guerra recém tinha começado. E preciso que você se case.
— Está bem, meu pai e minha mãe, eu me casarei. Ela e sua mãe se preparam para ir para Turstk, cidade-estado mercantil neutra, para se encontrar com uma comitiva de Dorn. Sua mãe organiza uma comitiva com diversas roupas e joias, preparando sua filha como se comportar, tendo reforço de aulas de etiqueta e de canto. Até a forma de falar dela deveria ser melódica. Dorn, com a proposta de casamento de Lyariel, a única herdeira direta do reino de Auler, dada como noiva de Finrod, o terceiro príncipe de Dorn, com a promessa de ajudar Auler na guerra contra Ravenfall. A rainha e a princesa partem de volta para seu reino. Enquanto o exército de Auler luta, tentando segurar o avanço. Ao chegar na capital do seu reino, a rainha tenta acalmar as pessoas que vivem na capital, dizendo que Dorn iria ao seu socorro. Entretanto, em um movimento de pinça, Ravenfall conseguiu quebrar uma linha de defesa, separando e fragmentando o já cansado e fragilizado exército. Com duas frentes, o exército élfico está em uma situação crítica. E antes que a rainha e a princesa tivessem tempo de tentar fugir, a capital é cercada. Ao redor da cidade, o rei Henrique fica fazendo ameaças, intimidando os elfos. Também faz discurso aos seus homens.
— Estamos bem perto da vitória definitiva contra esses elfos arrogantes, assassinos, traidores. Passamos por longos anos de dificuldades. Mas agora, a vitória é questão de tempo. As tropas estão animadas e ansiosas para acabar com essa longa guerra. Então o rei Henrique chama seus quatro generais, onde começa a discutir planos para tomar a cidade fortificada.
— Então estamos quase conseguindo nossa vitória completa. São vinte anos de guerra. Qual é o plano para tomar a cidade? — questiona o rei.
— Podemos fazer um cerco longo, deixar eles enfraquecidos com fome e, então, fazer um ataque derradeiro. — Wen, um velho e experiente general, fala, coçando sua longa barba.
— Nada disso, eu recomendo atacar logo. Acabar logo de uma vez. — comenta outro general. O debate é acalorado. Owen permanece quieto, quando Henrique o questiona.
— E você, Owen, o que você recomenda?
— Eu recomendaria tentar fazer um acordo. — alguns riem dele. — Mas eu sei que não há acordo possível. Por isso, recomendo um cerco de 2 a 3 meses e depois um ataque forte.
— Você é frouxo e precavido demais. — retruca o general Vincent.
— Precavido sim, mas as minhas vitórias falam mais sobre se sou ou não frouxo, ao contrário de alguns que gostam somente de falar. O clima entre os generais estava tenso. Então o rei Henrique toma a palavra.
— Já que não temos um consenso, vou fazer o seguinte. Cada um vai ter a chance de tomar a capital. E quem tomar a capital vai ganhar de prêmio a princesa élfica. Dizem que ela é linda.
— Ohhh, gostei, serei o primeiro a realizar o ataque. E tomarei a capital para o meu rei. — fala empolgado Vincent. — Ainda terei uma bela orelhada para me satisfazer. Owen sai da reunião incomodado com rei Henrique, como ele era diferente do seu irmão Ricardo, que era o segundo na sucessão do reino de Ravenfall. Ele resolve se afastar do acampamento. Na primeira semana, Vincent realizou uma tentativa de invasão à capital, que foi defendida com facilidade, tendo muitas perdas entre elfos e humanos. O rei ficou furioso e passou a chance para outro general, que também tentou logo em seguida e também foi rechaçado. Então Henrique manda chamar Owen, passando para ele o comando de tomar a capital. Ele fala que fará isso em um mês, o que irrita o rei, mas acaba aceitando o plano de Owen. Em uma noite de lua nova, Owen consegue entrar na cidade por uma passagem secreta que os elfos usavam. A cidade foi tomada com o tom de sinos de alarde. O rei partiu rapidamente para a batalha. A princesa e a rainha são acordadas durante a noite com a notícia da morte do rei, e sua guarda tenta levá-las para um esconderijo. Mas a rainha, orgulhosa, resiste em se esconder, e ela e sua filha vão para a sala do trono, onde algumas famílias mais abastadas também correm na esperança de que o castelo resista. Mas já era tarde demais, os gritos e sons de espadas se espalhavam. Lyariel está de pé, tremendo de medo, enquanto sua mãe está no trono, mantendo a clássica postura de realeza, repreendendo sua filha. — Pare de tremer, não me envergonhe. — Sim. — é tudo que ela diz, tentando manter-se firme e ereta. A porta é derrubada, sendo tomada por diversos soldados de Ravenfall.
Prólogo
Sobre o balanço da velha figueira branca, estava sentada Lyariel, alguns raios de sol passavam entre as folhas e seus olhos verdes claros observavam o céu azul. Seus pensamentos divagam acompanhando o movimento das nuvens.
— Você não é mais criança para ficar aqui no balanço está na hora de assumir seu papel como princesa. — Uma voz fria e dura acompanhada de um olhar de severidade. Era sua mãe — Vamos para dentro se preparar para o jantar.
— Está bem minha mãe. — responde ela parando de se balançar e indo em direção de sua mãe, que retira uma folha caída sobre o vestido dela.
Os dias estavam ficando cada vez mais curto a noite logo caiu. Lyariel ao chegar ao jantar se depara com uma mesa farta de frutas, legumes, carnes. Sobre uma grande mesa. Em uma ponta da mesa estava seu pai. Um elfo de alta estatura, barba era ruiva com partes grisalhas. Em outra ponta estava sua mãe, com seus longos cabelos loiros quase prateados. Que eram cuidadosamente organizados, alinhados e em enfeites. O local da princesa era no centro daquela grande mesa. Ela herdou de sua mãe seus longos cabelos lisos, loiros, mas não tão claros como sua mãe. Pois o sangue de seu pai além de não deixar seus cabelos loiros prateados. Deu algumas sardas, que ela escondia com maquiagem.
— Não acredito que aquele rei humano consegui fazer o cerco da nossa cidade. Que situação humilhante que estamos passando. Essa mesa nunca esteve tão vazia. — Ao ser servida por uma serviçal que trazia somente pudim.
Ele em silêncio, continuo comendo ignorando sua esposa. Lyariel já tinha terminado o jantar, com suas mãos entre as pernas e olhado fixo no candelabro sobre a mesa ficava calada. Querendo fugir de mais uma discussão.
— Con... — antes de terminar o pedido ela é interrompida.
— Você não vai fazer nada? Você é o rei faça eles recuarem como cão com o rabo debaixo das pernas o que eles são.
— Eu não precisaria fazer nada se fosse não tivesse instigado o ataque e assassinato de Jane a filha do rei de Ravenfall.
— Você ainda me culpa, por aquele incidente? Eu somente de minha opinião que é uma abominação o casamento dela. — dando de ombros e rejeitando a sobremesa — Um casamento com alguém que tem sangue real e estava na linha de sucessão. Se casando com um princesa de um reino humano. Estaria contaminando a linhagem se misturando com eles. É o caminho da perdição.
— Você sabe que foi muito mais que uma fala. Suas palavras incendiaram muitos levando aquele crime bárbaro. E seus atos estão levando a perdição. — Ele larga os talheres sobre o prato de porcelana fazendo ecoar sobre a grande sala de jantar empurrando o prato para a frente. Lyariel fica olhando para baixo, querendo fugir de mais uma discussão de seus pais. Enquanto o ato brusco de lagar os talheres
— A perdição está a cair sobre nós, porque você tem sido fraco. Deixou o meu menino ir para a guerra. — sua voz muda de seu modo imponente e frio, para uma voz melancólica com falar arrastado. — Ele não estava pronto para a guerra. E ele foi morto. Morto porque você não foi o rei que deveria ser.
— Calasse — batendo forte a mão na mesa. — Eu estou cansado de você, perdi meu filho, meu herdeiro. Meu orgulho. Ele era jovem, justo. Um bom guerreiro, mas na guerra ser justo e bom guerreiro não garantem a vitória. E tudo isso poderia ser evitado se fosse calasse essa boca.
Em silêncio, Elisha, pega o guardanapo, leva a boca, pressionando sobre seus lábios. Olha para Theron, com desprezo. Que a fita nos olhos com um olhar em fúria. Ela desvia seu olhar para Lyariel, que esta com ombros caídos, seu lábios se comprimem e sua expressão é de tristeza.
— Lyariel que cara de choro é essa. Ajeite essa postura. — largando o lenço ela se levanta — Com licença.
— Desculpa minha filha, sua mãe consegue me tirar do sério. Não precisa ficar preocupada.
— Está bem meu pai. Vou me deitar, me de licença.
— Tudo bem. Também estou indo.
Ele a acompanha pelos corredores do castelo. Ele observa seu olhar de tristeza e apreensão ao chegar na porta do quarto dela ele a para.
— Espera um pouco. Posso ficar um pouco mais com a minha filhota? Talvez contar uma história para você dormir.
— Não sou mais criança pai. Mas claro que gosto da sua companhia.
Ele entra no quarto dela e observa alguns vestidos pendurados. Uma pequena estante tinha alguns livros. Ela se assenta na frente da penteadeira. E começa arrumando seus cabelos para dormir.
— Eu me lembro desse livro, li quando tinha uns 14 anos, — pegando sobre a mesa dela passando a mão sobre a capa. — talvez. Esperava que você gostasse de romance, não de histórias de aventura.
— Eu gosto de romances. Mas ultimamente tem sido tão clichê. A bela princesa e o príncipe que vem lhe salvar. Esse livro de aventura tem me divertido. E tem mistérios, gostos de mistérios.
— Sim, me lembro quando contava historias de terror para você e seu irmão. Você fica mais curiosa que com medo. Enquanto seu irmão ficava com medo de fantasma. — se sentando em uma poltrona na frente da lareira, enquanto ela remove seu longo vestido. Ficando com seu seu chemise de linho fino que era longo até os tornozelos. Ao ver ela sentada na cama com envolta nas cobertas ele dá um sorriso. — Me lembro desses olhos verdes esmeralda admirada e curiosa sobre a história. Principalmente assim como você está sem maquiagem, mostrando esse rosto lindo.
— Eu não gosto de ficar sem maquiagem. — levando a mão ao rosto. — Essas sardas sempre me incomodam.
— Eu gosto de suas sardas. Me lembra muito minha mãe. Você me lembra muito ela, talvez por ser tão parecida com ela, sua mãe implique tanto com você. Elas de detestavam e ficam uma de picuinha com a outra. Quer que eu conte os caso hilários das duas?
— Já ouvi e me diverti bastante, mas hoje passo.
— Quer então que eu conte histórias de romance, aventura ou terror então?
— Quero saber o que aconteceu com a princesa Jane do reino humano que foi morta.
— Essa é uma história muito triste. — fechando o livro e sentando na cama ao seu lado. — Você não precisa se preocupar com isso.
— Não meu pai, não sou mais uma criança. Estamos passando por tempos difíceis, preciso saber. Vocês sempre falam por cima e esta na hora de eu saber. Preciso entender essa guerra
— É verdade, você já não é criança, mas para mim você sempre será minha menina. Não queria trazer essas preocupações para você. — Segurando a mão dela. — Mas já é hora de você saber.
Ela se levanta e senta na cama se encostando da cabeceira da cama. Ele remove suas botas e também se encosta na cabeceira da cama.
— Sua mãe estava grávida de você, quando ficamos sabendo da noticia que Guimel que era um sobrinho de segundo grau meu. Conheceu uma bela humana Jane e eles se apaixonaram esse encontro se deu por eles estarem estudando na cidade universitária de Veritas
— Você falou muito de lá, pois lá conheceu minha mãe. Parece ser um lugar interessante, gostaria se estivéssemos em tempo de paz ir para lá.
— Sim é uma cidade cosmopolitista. É comum muitas alianças se construírem lá. Mas a união de um elfo nobre com uma humana não é algo bem visto. Principalmente por muitas pessoas. Como a sua mãe que vem de Dorn. Quando ele trouxe ela para Auler e anuncio que iriam se casar. Trouxe muito descontentamento da própria família de Guimel. Sua mãe instigou a família dele, que em um ato insano assassinaram a jovem princesa. — Balançando a cabeça e fechando os olhos ele continua.
— Eu culpo sim a sua mãe, mas também me culpo muito. Pois depois do assassinato eu falhei como rei. Ao descobrir sobre o assassinato todos ficamos pasmos. Isso não acontecia a anos. Nossa lei é clara. O assassino teria que pagar com sua vida. O assassino foi o irmão mais velho de Guimel. Entretanto no julgamento a família de Guimel defendeu o irmão assassino.
— Eu entendo a família, não é justo ficar impuni. — ela se volta para ele e complementa. — Mas a punição para o assassino é perder a própria vida. Nossa lei é forte.
— Você está correta sobre a lei minha filha. Mas temos o dever de cumprir a lei. E sua mãe foi a maior defensora. Fazendo discurso de defesa. Que o irmão de Guimel estava na verdade protegendo nosso povo. Que esse casamento seria uma contaminação. Que é como uma doença que se espalharia em nosso reino. Incentivando mais jovens a terem relacionamentos com outros povos.
— Consigo até ouvir o discursos dela. Mas o que aconteceu depois? Como o rei Henrique ficou sabendo da morte da filha dele?
— O julgamento acabei cedendo e foi absolvido o irmão de Guimel. — ele cerra os punhos e morde os lábios. — Fui fraco. E tentamos esconder que ela foi assassinada. Entretanto na calada da noite Guimel parte para Ravenfall e trai nosso povo e contou tudo para o rei Henrique. De como ela foi assassinada, como nós tentamos encobrir. Como a sua mãe foi a pessoa que esteve por trás de tudo.
— Guimel não deveria ter feito isso. Ele foi egoísta. Não pensou nas consequências que trouxe para todo o seu povo.
— A paixão o amor, pode fazer a levar a um caminho de raiva e ódio. — acariciando a cabeça dela. — Por isso temos que controlar nossas emoções. Mas a sua mãe deveria ter controlado a língua dela.
— E como o rei reagiu?
— O rei Henrique tomado de raiva mandou mensageiros exigindo a cabeça da sua mãe e da família de Guimel. Claro que não aceitei. E isso levou a conflitos e guerra a mais de 25 anos. No começo tivemos facilidade em lidar com eles. Com apoio de Dorn. Conseguimos conquistar 1/3 do território deles. Tentamos fazer acordos, mas eles rejeitaram. Pensamos que ele tinha desistido. Mas passado alguns anos o rei veio com um ataque forte. Reconquistando o território. Depois conseguiram fazer um forte ataque a Dorn. Atacando uma importante região. E Dorn resolveu sair da guerra fazendo um acordo com eles. O que complicou nossa situação, com eles conseguindo aos poucos invadir diversos territórios.
— Por isso eu fui com minha mãe para Turstk, para encontrar com embaixadores de Dorn?
— Sim. — olhando para ela ele coloca sua mão sobre o seu ombro. — A gente precisa da ajuda de Dorn e um casamento teu com príncipe Finrod que é o terceiro príncipe na linha de sucessão de Dorn. Me sinto culpado tendo que jogar essa responsabilidade sobre você.
Ela olha olha para baixo refletindo sobre a história que ouviu. Então olha para o teto seu quarto. Que tem pequenas pedras brilhantes que com a luz dos candelabros refletem a luz brilhando simulando o céu.
— Tudo bem, meu pai, todos nós temos nossa responsabilidades. Esse é meu papel, minha responsabilidade.
— Mas o que você achou do príncipe Finrod?
— Ele é arrogante e nariz empinado lembra muito minha mãe. —se virando rápido para seu pai. —Desculpa por falar assim
— Tudo bem minha filha. — soltando uma gargalhada . — Pessoas de Dorn são arrogantes e nariz empinado. Mas você já deve estar acostumada com sua mãe. — voltando a fechar sua expressão. — Eu me sinto mal por isso. Tendo que implorar a Dorn entregando a sucessão do meu reino a eles, para que meu reino não caia na destruição.
— Mas com Dorn vamos conseguir vencer? Quando eles vão ajudar? — ela indaga com olhos arregalados, ao ouvir seu pai falar com medo da destruição de seu reino.
— Não se preocupe com isso. —Acariciando a cabeça dela. —Nossa cidade tem muralhas fortes, nunca foi invadida. E o inverno está chegando e eles vão ter que recuar se não quiserem morrer de fome e de frio. E na primavera você se casará e Dorn está preparado para entrar na guerra novamente. Vamos ter que levar essa guerra até o fim de Ravenfall. Agora deite e descanse. Vou ficar por aqui por mais um tempo. Não quero ver sua mãe por hoje.
Ele fica ali sentado na cama enquanto ela deita e se vira para ele, deixando a mão fora das cobertas. Ele segura a mão fria dela, que aos poucos vai caindo no sono. Seus olhos estavam cansados e pesados, mas as preocupações e pensamentos vinham e não iam embora. Ele se levanta observa pela janela o pátio do castelo. Os jardins com lírios, lótus. A grande figueira branca no centro do pátio. E uma fina chuva caia.
Ele volta a olhar sua filha, que dorme tranquilamente. Latidos de cães são ouvidos. Como barulho lá fora. Seria mais uma ação de Ravenfall, fazendo barulho em uma guerra psicológica? Pensa Theron.
Ele então volta a olhar para sua filha. E os latidos não para, quando pensa em deixar o quarto ouve passos acelerados pelo corredor do castelo. Batidas apreensivas são ouvidas. No seu quarto. Ele abre a porta e vê um jovem capitão.
— O que se esta acontecendo? — indaga Theron
— Meu rei o castelo esta sendo invadindo. Um pequeno grupo conseguiu entrar e abrir o portão principal.
— Como isso foi acontecer? Vou preparar a defesa. Você acorde minha filha e minha esposa.
— O que está acontecendo? — ainda com sono, Lyariel vê seu pai conversando com soldados no corredor.
— Acorde sua mãe e vão para a sala do trono e se tranquem lá. Só por precursão. — Theron parte com um grupo de guerreiros. Enquanto Lyariel olha com apreensão vendo seu pai ando rapidamente desaparecendo da vista dela.
— Não precisa se preocupar princesa Lyariel. Seu pai é um excelente guerreiro. E irei lhe proteger — brande o jovem capitão Aerendir batendo no peito contra sua armadura prateada brilhante como seus cabelos platinados. Acompanhado de meia dúzia de soldados.
— O que está a acontecendo? Que barulho é esse?
— Perdão rainha Elisha, mas a cidade esta sendo invadinda. O rei Theron foi para o frente e pediu para levar vocês até a sala do trono. Precisamos ir.
— Espere não posso ir assim. — É chamado quatro criadas para ajudar elas a se vestirem. Lyariel se veste rapidamente. E parte para o quarto de sua mãe. Que
mas sua mãe insiste em arrumar seus cabelos.
— Vamos minha mãe logo.
— Que é isso Lyariel. Você vai deixar essas sardas aparecerem. — levando Lyariel tampar o rosto e sua mãe entregar pó de arroz. — Vamos passe isso.
— Minha rainha precisamos ir logo. — fala ansioso o jovem capitão. Elisha o ignora, continuando se arrumar. Somente parando ou ouvir sons de soldados na frente do portão do castelo.
— Vamos logo. — se levando e ordenando os soldados a acompanharem a sala do trono.
A grande sala era ornamentada com diversas estatuas de mármore, algumas mesas e moveis ficavam próxima as paredes e pilastras. No centro era um espaço vazio. Que costumava receber festas com muita dança. Ao fundo estava o trono do rei e da rainha. No centro esculpida na parede de mármore uma arvore, que era o simbolo do reino de Auler. A rainha Elisha e a princesa Lyariel ao chegar na sala do trono, encontram ali alguns criados e alguns nobres que ficando sabendo da invasão correrão para o palácio. Ele começa cumprimentando os nobres. Que estavam nervosos. Ela entretanto aparentava que nada estava acontecendo.
— Meus súditos, fiquem tranquilo. Está tudo bem. Ela ordena a uma serviçal servir um cálice de vinho e vai para seu trono.
Apesar da posse de tranquilidade, todos estavam apreensivos. Principalmente quando o jovem capitão tranca a larga porta. E manda fazer uma barricada. Usando uma pesada mesa que é arrastada, rangindo. A rainha fecha os olhos tentando fugir daquele barulho insuportável, virando ao lado e ao ver Lyariel quase chorando dá um belisco em sua mão sussurra. — Mantenha a compostura.
Entretanto a expressão da rainha ia aos poucos se desfazendo ao ouvir diversos passos indo em direção a sala do trono. Os primeiros golpes na porta fazem as pessoas gritarem. Pesados golpes faziam a porta ranger. As dobradiças da porta iam cedendo pouco a pouco. E o desespero de todos cresciam exponencialmente. Uma janela tem seus belos vidraçais quebrarem. Aumentando o susto. Com alguns soldados que estavam ajudando a contenção da porta irem em direção da janela. O que enfraque ainda mais a frágil defesa. Fazendo com um pesado golpe romper porta. Alguns soldados ficam de frente. Enquanto o capitão corre para traz apavorado. Ao ver a grande quantidade de soldados. Ele larga a sua espada as pessoas correm para próximo as paredes, se escondendo atras de estatuas e colunas.
— Nos rendemos. — exclama apavorado o capitão.
Os soldados entram e abrem um caminho, onde sai do meio dele um homem de idade já avançada ele desfila naquele saguão. Olha para um lado e para outro e vê com desdem o olhar de pavor de serviçais e nobres.
— Nos redemos. — repete o jovem capitão.
Ao se aproximar do jovem capitão o homem saca sua adaga e desfere um golpe na jugular. — Calado. — O sangue jorra pelo saguão. Como uma fonte de água e gritos ecoam pelas paredes de mármore. Ele continua seu desfile indo em direção ao trono. Parando em frente da rainha e da jovem princesa.
— Até que enfim chegou o dia que eu estava esperando a 25 anos e 8 meses. — Era Henrique, que com a adaga cheia de sangue limpa no vestido verde esmeralda da rainha.
Conclusão
Como pode ver o Prólogo teve uma mudança bem grande. Foram algumas interações e algumas versões, onde eu analisei as recomendações, ajustando o meu texto para aquilo que acho que faz sentido.
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