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Como tirar melhor proveito do Scribere I.A
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Como tirar melhor proveito do Scribere I.A

Use a I.A para melhorar sua escrita, ter feedback constante, gerar ideias.

Fabiano Teichmann 13 de julho de 2026 5 min de leitura

Como tirar o melhor proveito do Scribere

Olá, escritores!

Quero compartilhar um pouco de como eu uso o Scribere no meu processo de escrita.

Antes de ser escritor, sou desenvolvedor. Conheço bem o potencial da Inteligência Artificial, mas também conheço suas limitações.

O Scribere nasceu justamente da união dessas duas experiências: escrever um romance e desenvolver software. A ideia nunca foi substituir o autor, e sim criar uma ferramenta que amplie sua visão durante o processo criativo.

Os agentes de IA foram projetados para levantar possibilidades, apontar melhorias e oferecer feedback quase imediato. A decisão final continua sendo sempre do escritor. Segue abaixo o fluxo de trabalho que para mim tem sido produtivo

1. Rascunho

O editor do Scribere segue uma filosofia de simplicidade, muito inspirada no Obsidian, um editor que utilizei por bastante tempo.

A intenção é eliminar distrações. Sem dezenas de botões, menus ou preocupações com formatação.

No primeiro rascunho, minha preocupação é apenas colocar a história no papel. Já perdi muitas ideias tentando corrigir ortografia, ajustar estilos ou lutar com a formatação do Word. Hoje prefiro escrever tudo primeiro e revisar depois.

2. Analista Literário

Depois de concluir o primeiro rascunho, normalmente aciono o Analista Literário.

Ele apresenta pontos fortes, pontos fracos, sugestões de melhoria, questões de ritmo, desenvolvimento de personagens, coerência e diversos outros aspectos narrativos.

Meu conselho é: tenha senso crítico.

Você não precisa aceitar todas as sugestões. A IA oferece perspectivas; quem decide é o autor.

No meu livro Herdeiros das Cinzas, por exemplo, o Analista apontou que o prólogo tinha um ritmo acelerado demais. Como sou uma pessoa bastante ansiosa, acabei colocando informação demais logo no início.

Ele me ajudou a perceber que o leitor também precisa de momentos para respirar.

Curiosamente, esse foi exatamente um dos comentários que recebi dos meus leitores beta depois da primeira versão. Se eu já tivesse o Scribere naquela época, provavelmente teria identificado esse problema muito antes.

Outra vantagem é que a IA não tem receio de apontar problemas. Muitas vezes leitores beta evitam fazer críticas mais duras para não desmotivar o autor. O mesmo pode acontecer em alguns serviços editoriais. Já o Analista Literário entrega observações objetivas, que você pode aceitar, adaptar ou simplesmente ignorar.

3. Copidesque

O Copidesque atua em uma etapa mais avançada do processo.

Seu objetivo não é mudar sua história, mas melhorar a fluidez do texto, equilibrar diálogos, tornar a leitura mais agradável e preservar a intenção original da narrativa.

Gosto muito de comparar o resultado com minha versão.

Às vezes adoto várias sugestões. Em outras, prefiro manter exatamente como escrevi.

O importante é ter mais uma perspectiva para avaliar.

4 . Controle de versões

Essa é uma das funcionalidades que mais uso.

Durante a escrita é comum criar diversas versões de um capítulo. Depois de alguns meses, fica difícil lembrar qual trecho estava melhor.

O Scribere permite manter todas essas versões organizadas, comparar duas delas lado a lado e selecionar apenas os parágrafos que você considera melhores, criando uma nova versão.

Também gosto de experimentar modelos diferentes, como ChatGPT, Gemini e Claude, comparando as sugestões de cada um antes de decidir qual caminho seguir.

5. Revisão gramatical

Quando considero o capítulo praticamente finalizado, utilizo o Revisor Gramatical.

Ele corrige ortografia, concordância e pontuação, mas respeita palavras cadastradas no glossário, nomes próprios, termos do universo da obra e expressões específicas dos personagens.

Assim você mantém a identidade da história sem precisar corrigir tudo novamente.

6. Gerenciamento de tarefas

Cada capítulo possui uma lista de tarefas.

Normalmente crio atividades como:

  • Finalizar primeiro rascunho;
  • Melhorar diálogos;
  • Revisar descrições;
  • Fazer revisão gramatical;
  • Revisão final.

Quando todas estão concluídas, marco o capítulo como finalizado.

Pode parecer algo simples, mas isso ajuda bastante a evitar a sensação de que o capítulo nunca está pronto. Em algum momento é preciso dizer: "chega, este capítulo está concluído".

Essas são algumas das formas como utilizo o Scribere no meu próprio livro.

Nas próximas semanas vou publicar vídeos mostrando cada etapa na prática, explicando como utilizo cada agente e compartilhando o que funciona — e também o que aprendi ao longo do desenvolvimento da ferramenta.

Espero que essas dicas ajudem vocês a aproveitar melhor o Scribere.

#Fantasia#Reescrita#Scribere
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